Doente e Médico: Uma relação intemporal
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Descrição
Na sua essência, a relação entre doente e médico é intemporal, apesar das condicionantes históricas e socioculturais, terem influenciado. Nas últimas décadas, algumas mudanças na sua estrutura e nos papéis de cada um desses atores, dentro da relação. De um modelo paternalista da prática médica, no qual ao doente cabia apenas um papel de recetáculo passivo das prescrições do médico, evoluímos para um modelo mais simétrico de relação colaborativa, em que um doente empoderado e com maior literacia da saúde aprendeu a gerir e promover a sua saúde. Esta é a medicina centrada na pessoa, que tem em conta as necessidades personalizadas de cada pessoa doente. Novas tecnologias, nomeadamente a introdução da inteligência artificial, podem trazer importantes benefícios em diversos domínios dos cuidados de saúde, como na gestão dos registos clínicos eletrónicos, diagnóstico e tratamento. Mas, também poderá colocar questões éticas relevantes, que é preciso acautelar, bem como novos e importantes desafios na relação médico-doente, cuja extensão ainda não é completamente antecipável. No entanto, a natureza teleológica da medicina vai permanecer imutável – o alívio do sofrimento da pessoa vulnerável que procura ajuda.
Informação adicional
| Autor | |
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| Data | |
| Edição | 1.ª Edição |
| Série | |
| DOI | 10.14195/978-989-26-2887-5 |
| eISBN | 978-989-26-2887-5 |
| ISBN | 978-989-26-2886-8 |




